Segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o PPI (índice de preços ao produtor) recuou 0,1% em agosto em relação a julho. Na comparação anual, houve alta de 2,6%.
O núcleo do PPI, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, aumentou 0,3% em agosto na comparação mensal, após um aumento de 0,6% em julho, conforme as expectativas do mercado. No acumulado de 12 meses, houve um avanço de 2,8%, em relação à taxa de 2,7% do mês anterior.
A deflação nos preços ao produtor nos EUA animou o mercado, criando expectativas para a possibilidade de corte de juros pelo Fed na próxima semana, com muitos investidores apostando até em uma redução de 0,5 ponto, em vez do tradicional corte de 0,25, que ainda é o consenso, avaliou Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
Segundo Paula Zogbi, “Com indicadores de mercado de trabalho fracos na semana passada, a barreira para o Fed adotar uma postura mais acomodativa está na inflação, que ainda resiste em convergir para a meta de 2%. A última leitura dos preços ao produtor indicava maior pressão, que se dissipa em parte com os dados atuais.”
Em agosto, o BEA (Bureau of Economic Analysis) informou que o PCE (índice de preços ao consumidor) subiu 0,2% em julho. No acumulado de 12 meses, o indicador chegou a 2,6%, ultrapassando a meta de 2% do Fed. O núcleo do PCE, que desconsidera alimentos e energia, avançou 0,3% no mês e atingiu 2,9% em 12 meses.
Em junho, o PCE tinha registrado alta de 0,3% no mês e 2,6% em 12 meses, enquanto o núcleo subiu 0,3% mensalmente e 2,8% no acumulado anual. Os dados estavam dentro das expectativas. Segundo economistas consultados pela Reuters, o índice deveria subir 0,3% em comparação a junho e 2,9% na variação anual.






