“Em termos nominais, o crash no dia 10 de outubro superou com folga outros eventos extremos, como na crise do Covid em março de 2020 e da quebra da corretora FTX em novembro de 2022”, comentam os especialistas Lucas Josa, João Galhardo e Matheus Parizotto, em relatório, nesta semana.
Para o trio de analistas, a limpeza que se viu nas carteiras dos investidores foi assimétrica. Mesmo representando a maior parte do mercado de criptoativos, o Bitcoin perdeu US$ 18,7 bilhões (20,8%) do open interest (contratos futuros em aberto), enquanto as altcoins (criptomoedas mais arriscadas) viram a mesma métrica encolher em US$ 46,7 bilhões (35,9%).
O que esperar das criptomoedas ainda em 2025?
Na visão do BTG Pactual, o recente evento serviu como um teste de estresse do qual o mercado cripto passou com sucesso, uma vez que não houve relatos de interrupções sistêmicas em redes blockchains, que seguiram processando transações normalmente.
“Em perspectiva, a queda recente das criptomoedas entrou no ranking das 20 maiores da história do mercado financeiro e, historicamente, esses episódios costumam abrir espaço para recuperações expressivas, com média de +9,3% em 30 dias, +30,0% em 90 dias e +56,5% em 180 dias”, destaca o banco, em relatório.






