Com um aporte estimado em R$ 4,2 bilhões, o projeto visa aumentar em 220 mil toneladas por ano a capacidade de produção de eteno, e em volumes proporcionais a de polietileno (PE), um dos principais termoplásticos do mercado.

O projeto, que faz parte do Plano de Transformação da companhia, busca elevar a eficiência e a competitividade da Braskem por meio da ampliação do uso de gás natural como matéria-prima, reduzindo a dependência de nafta.

Condições e cronograma

O investimento ainda está sujeito à obtenção de financiamento externo, além dos recursos já previstos no programa REIQ Investimentos para os anos de 2025 e 2026. A companhia estima que as obras sejam concluídas até o fim de 2028.

O conselho de administração da Braskem também aprovou a contratação do etano adicional necessário para a nova capacidade produtiva.

O fornecimento será feito por meio de contrato de longo prazo com a Petrobras (PETR4), ainda pendente de finalização dos termos comerciais.

“O projeto reforça o posicionamento da Braskem na cadeia do gás natural, ampliando a integração entre eteno e polietilenos e consolidando o Estado do Rio como polo estratégico da indústria petroquímica brasileira”, afirmou a empresa em comunicado.

Aposta na competitividade

Segundo a Braskem, a expansão está diretamente ligada à sua estratégia de substituir insumos mais caros por gás, em busca de maior competitividade global e redução de custos operacionais.

A nova planta não apenas amplia a escala da operação fluminense como também integra verticalmente a produção, gerando ganhos em eficiência e sinergia industrial.

A iniciativa segue a tendência global de modernização de ativos petroquímicos para atender demandas crescentes por plásticos com menor pegada de carbono.

By davy