Os dados de produção
A produção de petróleo da Petrobras subiu 18,4% no terceiro trimestre de 2025, chegando a 2,52 milhões de barris por dia.
De acordo com a estatal, a alta se explica pelo avanço operacional de novas plataformas de petróleo, maior eficiência nas Bacias de Campos e Santos e menor volume de perdas por paradas e manutenções.
O trimestre também registrou recordes na produção do pré-sal e nas exportações de petróleo, além de um aumento de 5,3% nas vendas de derivados de petróleo no mercado doméstico.
Expectativa para os dividendos
Na avaliação do mercado, a Petrobras apresentou dados fortes de produção, que devem garantir um resultado robusto e dividendos generosos no terceiro trimestre.
A Ativa Investimentos é a mais otimista, projetando um dividendo de R$ 1,02 por ação, o que representa um Dividend Yield de 3,4% no trimestre.
XP, BTG e Santander esperam que a estatal pague US$ 2,2 bilhões em dividendos no trimestre, somando cerca de R$ 0,90 por ação, resultando em um Dividend Yield de até 3%.
O valor exato a ser pago será revelado no dia 6 de novembro, após o fechamento do mercado, junto com o balanço do terceiro trimestre.
E para o balanço
Os cálculos do mercado indicam que o balanço deve mostrar um crescimento de dois dígitos do Ebitda da Petrobras em comparação com o trimestre anterior.
Analistas projetam um Ebitda de até US$ 11,6 bilhões para a companhia, impulsionado pelo aumento na produção e nas vendas, além de uma maior diferença entre o preço do petróleo bruto e o preço dos produtos refinados.
As projeções para o lucro líquido variam de US$ 4,4 bilhões a US$ 5 bilhões, com expectativa de recuo em relação aos trimestres anteriores, devido à queda nos preços internacionais do petróleo.
A queda nos preços levou a XP a reduzir o preço-alvo para as ações da Petrobras em 2026, de R$ 47 para R$ 37.
Ainda assim, a XP manteve a recomendação de compra para o papel, devido à expectativa de rendimentos de dividendos atraentes de cerca de 11% em 2026 e 2027.
Analistas também fazem alertas
Com os preços do petróleo em baixa e os investimentos elevados, os analistas alertam que os investidores devem ficar atentos ao próximo plano de negócios da Petrobras, que trará metas de produção, investimentos e dividendos para o período de 2026 a 2030.
Previsto para novembro, o plano será essencial para avaliar as perspectivas de geração de caixa e retorno aos acionistas da Petrobras diante dessa situação. O Santander mantém uma postura neutra em relação às ações da estatal até lá.
Otimizações no capex/opex continuam sendo necessárias para que a Petrobras equilibre sua geração de fluxo de caixa livre com dividendos ordinários. A administração fornecerá mais detalhes sobre esse assunto após a divulgação do plano estratégico 2026-2030.
A expectativa do mercado é que a estatal ajuste seus gastos e investimentos para enfrentar os preços mais baixos do petróleo. Contudo, o governo federal busca investimentos robustos em 2026, um ano eleitoral, gerando grande expectativa em relação ao próximo plano de negócios da empresa.






