O desempenho positivo no mercado doméstico foi atribuído à repercussão do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado no domingo (26), na Malásia.
Em publicação nas redes sociais, Lula descreveu a reunião como “ótima”. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que ambos os países abriram caminho para um acordo sobre as tarifas norte-americanas aplicadas a produtos brasileiros, com uma agenda de negociações prevista para as próximas semanas.
Destaques de alta e baixa
Entre os papéis mais negociados do pregão, Petrobras (PETR4) apresentou variação positiva, sustentada pelo resultado de sua prévia operacional do terceiro trimestre. A produção de petróleo da estatal cresceu 18,4% em relação ao mesmo período de 2024, atingindo 2,52 milhões de barris por dia, impulsionada pelas plataformas nos campos de Búzios e Mero. A Vale (VALE3), por outro lado, teve leve queda, mesmo com a valorização do minério de ferro.
Wall Street renova recordes com trégua comercial entre EUA e China
Os índices norte-americanos também encerraram o dia com ganhos expressivos e novos recordes nominais. Investidores reagiram positivamente à suspensão da ameaça de tarifas de 100% sobre importações chinesas. O presidente Donald Trump declarou que espera alcançar um novo acordo comercial com a China e confirmou que se encontrará com o presidente Xi Jinping ainda nesta semana.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Pequim deve postergar por um ano a implementação de novas exigências sobre exportação de minerais de terras raras, o que aliviou as tensões no setor.
Em meio à queda da inflação nos EUA, o mercado reforçou as apostas em novos cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve. Ainda assim, a paralisação do governo norte-americano, que já soma 27 dias, continua sem previsão de encerramento.
Bolsas globais em alta com apetite por risco
Na Europa, os principais mercados encerraram em alta com expectativa pela decisão do Banco Central Europeu nesta quinta-feira. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou no maior patamar da história pelo terceiro pregão seguido.
Na Ásia, os ganhos foram impulsionados pela possível trégua comercial entre EUA e China. O índice Nikkei superou os 50 mil pontos pela primeira vez, encerrando com alta de 2,46%, enquanto o Hang Seng avançou 1,05%, refletindo o alívio sobre as tarifas de importação e os avanços nas negociações bilaterais.






