
O EBITDA da elétrica somou R$ 3,38 bilhões, avanço de 14% na comparação anual, enquanto o EBITDA caixa subiu 13%, totalizando R$ 2,8 bilhões. A receita operacional alcançou R$ 12,97 bilhões entre julho e setembro, representando um crescimento de 10% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
No acumulado de 2025, o lucro líquido totalizou R$ 3,56 bilhões, um aumento de 28% em relação aos nove primeiros meses de 2024. O investimento (Capex) atingiu R$ 7,6 bilhões no período, dos quais R$ 4,8 bilhões foram destinados ao segmento de distribuição, o que representa uma alta de 31% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
Analistas avaliaram positivamente os resultados da Neoenergia (NEOE3)
Segundo um relatório da XP, a Neoenergia apresentou resultados sólidos no 3T25, impulsionados principalmente pelo bom desempenho das distribuidoras. O EBITDA ajustado ficou 11,7% acima das estimativas, com destaque para o controle de custos e a disciplina operacional.
O relatório também destacou que a NEOE possui um portfólio protegido contra problemas de restrição de despacho e conseguiu manter um desempenho operacional sólido mesmo em períodos desafiadores. A XP manteve a recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 42,60 por ação.
No relatório do Itaú BBA, os analistas mencionaram que o EBITDA caixa recorrente ficou em linha com as projeções, apresentando alta de 10,7% na comparação anual. O desempenho do segmento de distribuição foi considerado sólido, sustentado por reajustes tarifários positivos nas concessões da Coelba, Cosern e Celpe.
Segundo o banco, as ações NEOE3 mantêm uma perspectiva favorável, com preço-alvo de R$ 37,55 e recomendação “outperform” (desempenho acima da média). O relatório também destacou um aumento na alavancagem para 3,52 vezes o EBITDA, com expectativa de redução gradual ao longo de 2026, alinhada à estratégia de parceria com a GIC.
A XP acrescentou que a Neoenergia (NEOE3) vem apresentando resultados sólidos há diversos trimestres, reforçando o potencial de valorização da companhia. A corretora ressaltou que o foco do mercado permanece na possibilidade de uma oferta pública de aquisição das ações minoritárias pela controladora Iberdrola, após a conclusão da compra da fatia da Previ.






