As principais bolsas dos Estados Unidos estão em alta, de acordo com dados recentes. Contudo, essa tendência não deve se manter por muito tempo.
Essa perspectiva é compartilhada por um grupo de CEOs de importantes empresas e fundos de investimento de Wall Street. Uma pesquisa realizada pela Bloomberg revela que eles esperam uma queda de 10% no mercado de ações dos EUA nos próximos 12 a 24 meses.
Os executivos destacam que muitas ações estão sendo negociadas acima dos seus valores reais, o que sugere uma possível correção no mercado. Mike Gitlin, presidente e CEO da gestora de investimentos Capital Group, afirmou: “Diria que estamos entre o justo e o caro, mas não acho que muitos digam que estamos entre o barato e o justo.”
Sua visão é apoiada por líderes de outras empresas que acreditam em um ajuste natural do mercado no próximo ciclo. Ted Pick, CEO do Morgan Stanley, adverte sobre os riscos da política dos EUA e a incerteza geopolítica global.
“Sim, os mercados parecem caros… Mas a realidade é que o risco sistemático provavelmente foi reduzido”, observou. “Devemos estar abertos à possibilidade de declínios de 10% a 15% que não sejam causados por algum colapso macroeconômico”, acrescentou.
A análise desses executivos é consistente com os dados dos principais índices de ações dos EUA, que mostram que as ações estão sendo negociadas acima das expectativas futuras. No S&P 500, por exemplo, as ações operam mais de 20 vezes acima da expectativa de lucros futuros.
Ibovespa em 170 mil pontos
Enquanto as expectativas para as bolsas internacionais são desanimadoras, a situação para o Ibovespa (IBOV) é diferente. O indicador atingiu, pela primeira vez na história, 150 mil pontos na última segunda-feira (3).
O movimento de alta pode continuar, com a XP Investimentos apontando uma possível valorização de 20 mil pontos até o final de 2026. O Morgan Stanley também prevê que a bolsa brasileira poderá alcançar 189 mil pontos, com setores como bancos e petróleo liderando esse crescimento.
“Um dólar americano mais fraco impulsiona a alta. Contudo, o menor crescimento global, devido a tarifas americanas mais altas do que o esperado e seus efeitos sobre os preços do petróleo e outras commodities, continua a ser um risco importante”, avalia.






