O acordo prevê a criação de Sociedade de Propósito Específico (SPEs) com participação de 50,01% da SLC Agrícola e 49,99% dos FIPs do banco.
Por sua vez, as SPEs serão donas das propriedades rurais irrigadas e terão remuneração de aproximadamente 19% da produção agrícola das áreas adquiridas, com prazo inicial de 18 anos com prorrogação automática a cada 3 anos no caso de não ocorrerem objeções.
SLCE3 vale a pena?
Na visão do analista Lucas Dias, da corretora Ativa Investimentos, as ações da SLC Agrícola têm recomendação de compra, com preço-alvo estipulado em R$ 24,60 por papel nos próximos 12 meses.
A receita líquida no período foi de R$ 2,1 bilhões, alta de +26,4% na comparação anual. Só o volume faturado de soja foi de 177,1 mil toneladas, com receita de R$ 457,4 milhões, avanço de +30,2% em volume e +33% em receita. Já o milho teve 709,2 mil toneladas comercializadas, com receita em R$ 597,9 milhões, salto de +80,5% em volume e +99,5% em receita, destaca o especialista.
Para a Ativa Investimentos, a SLCE3 apresentará uma clara tendência de redução de seu endividamento nos próximos anos, com o indicador Dívida Líquida Sobre Ebitda recuando de 1,1x em 2025 para os patamares de 0,6x em 2026, além de 0,1x em 2027.
Ainda assim, a expectativa da corretora de valores em relação ao ROE (Retorno Sobre o Patrimônio Líquido) da companhia agrícola é de taxa a 12,4% em 2025, seguida de 8,4% em 2026, terminando em 7,5% em 2027.






