A declaração foi feita em entrevista à GloboNews, na qual Campos destacou que o episódio pode afetar a percepção do setor, mas não compromete sua solidez.

“Há um consenso grande de que não existe um risco sistêmico. O que existe é um risco de imagem, que precisa ser gerenciado com responsabilidade”, disse.

Ele também elogiou a condução do tema por parte do Banco Central, ressaltando que a autoridade monetária tem agido com correção diante do impasse.

A situação do Banco Master ganhou visibilidade após a tentativa de compra pelo Banco de Brasília – BRB (BSLI4), operação que acabou vetada pelo Banco Central no mês passado. O órgão regulador avaliou que o negócio não apresentava viabilidade econômica. Desde então, a instituição liderada por Daniel Vorcaro tem buscado alternativas para reforçar sua capitalização.

Campos Neto afirmou que não foi informado sobre a negociação à época em que presidia o BC. “Soube da operação pela imprensa. Não foi algo que passou pela minha gestão”, declarou.

O ex-presidente do BC também comentou os recentes episódios envolvendo a infiltração do crime organizado em instituições financeiras, revelados pela Operação Carbono Oculto. Segundo ele, o foco das investigações foram quatro fintechs, em um universo de mais de 40 empresas.

“Não se trata de um problema exclusivo das fintechs. É um desafio do sistema como um todo”, afirmou. “Temos mais de 1.700 fintechs no país, e os casos problemáticos são uma minoria”, completou.

By davy