A Suzano (SUZB3) reportou lucro líquido de R$ 1,96 bilhão no terceiro trimestre do ano (3T25), queda de -61% ante o lucro de R$ 5,01 bilhões apurado em igual período de 2024, conforme relatório de resultados publicado nesta quinta-feira (6).
Um dos principais vilões para o desempenho operacional da companhia cíclica foi a baixa de -22% no preço médio da celulose em dólares no período, juntamente à desvalorização da própria moeda americana, em torno de -4%, ante ao real brasileiro.
Vale destacar que 81% das receitas da SUZB3 no 3T25 foram geradas no mercado internacional, mediante exportações, índice acima dos 79% apurados há um ano.

As vendas de celulose da Suzano somaram 3,16 milhões de toneladas no 3T25, alta de 20% na comparação anual, com destaque para os aumentos observados na Ásia e na América do Norte. O preço médio líquido no período foi de US$ 525 por tonelada.

Na unidade de negócios de papel, foi observada uma leve elevação do operacional ajustado, principalmente em função do maior volume vendido e melhor performance dos ativos da Suzano Packaging US (Pine Bluff), compensados, em parte, pelos menores preços nos mercados interno e externo.

Dessa forma, a Suzano apresentou Ebitda ajustado consolidado de R$ 5,2 bilhões no 3T25, baixa de 20% na comparação anual, enquanto sua geração de caixa operacional foi de R$ 3,4 bilhões no período, recuo de 22%.

SUZB3 fecha a torneira

A empresa conseguiu investir R$ 3,65 bilhões no 3T25, uma contração de 36% na base anual, devido ao elevado investimento em 2024 no segmento de Terras e Florestas, além do menor desembolso relacionado ao Projeto Cerrado, a maior fábrica de celulose do mundo.

Todavia, o endividamento da produtora de papel e celulose teve uma leve melhora nominal, uma vez que sua dívida líquida era de R$ 69,1 bilhões no 3T25, abaixo do saldo devedor de R$ 70,8 bilhões há um ano. Já a alavancagem financeira em dólares avançou de 3,1x para 3,3x.

By davy