Após mais de seis meses de discussões na Câmara dos Deputados, finalmente os parlamentares aprovaram a proposta do governo Lula no último dia 1º de outubro, texto que também engloba descontos de IR aos trabalhadores que ganhem até R$ 7.350,00 por mês.

A expectativa dos senadores é que a proposta tenha uma tramitação rápida no Senado, que representa os interesses das unidades federativas do Brasil.

Isso porque os congressistas já querem que a isenção do IR e descontos embutidos sejam válidos a partir de 2026, um ano eleitoral para o Poder Executivo e o Congresso Nacional.

O líder do governo Lula no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT/Amapá), avalia que a votação do projeto no Senado deve ocorrer até o início de novembro. No entanto, antes disso, o texto precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

“Tem de passar rápido, porque o brasileiro não quer pagar imposto no ano que vem. Nossa expectativa é que até novembro a gente possa votar aqui [no Senado]. No máximo, no começo de novembro”, afirmou Randolfe.

Situação e oposição unidas no Senado

Mesmo representando a oposição ao governo federal, o senador Izalci Lucas (PL/Distrito Federal) acredita que a proposta não enfrentará obstáculos no Senado.

“Acho que vai aprovar. É evidente que haverá alguns destaques. A proposta do PL é ampliar a faixa de isenção para R$ 10 mil, e não para R$ 5 mil, que ainda é pouco. Chegando aqui [no Senado], votamos rápido”, reiterou.

Para compensar a isenção de IR à população de baixa renda, o projeto de lei propõe taxar em 10% os proventos que ultrapassam R$ 50 mil por mês a partir de 2026.

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi aprovada por unanimidade pelos deputados federais. Para ter validade, agora depende da sanção do presidente da República.

By davy