
Segundo Guedes, além da confirmação da recuperação da safra de soja gaúcha, é necessário acompanhar a evolução do plantio e da produtividade no Centro-Oeste.
Ele conta que o clima estava favorável para o cultivo, o que antecipou o plantio em algumas regiões. No entanto, houve falta de chuvas em seguida, reduzindo o ritmo de plantio e gerando relatos de áreas que precisaram ser replantadas no Mato Grosso.
“As condições climáticas estão boas para o Rio Grande do Sul e não tão favoráveis para a Região Centro-Oeste. Porém, a expectativa é que as chuvas voltem para o Centro-Oeste”, disse ele.
A primeira estimativa de produção para 2026 indica um aumento de 1,1% na safra de soja em relação a 2025, totalizando 167,7 milhões de toneladas. Espera-se um crescimento de 0,8% no rendimento médio e um avanço de 0,3% na área plantada.
A safra agrícola brasileira será de 332,7 milhões de toneladas em 2026, uma queda de 3,7% em relação a 2025, o que representa 12,9 milhões de toneladas a menos. O principal motivo para essa redução é a alta base de comparação em 2025, quando a colheita atingiu patamar recorde, afirmou Guedes.
O recuo na média global será puxado pelo milho, com uma queda de 9,3% na produção em relação a 2025, totalizando menos 13,2 milhões de toneladas. Também são estimadas reduções para sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas), arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas), algodão herbáceo em caroço (-4,8% ou -466,9 mil toneladas), trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas), feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas) e amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas).






