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1% das empresas abertas têm planos concretos

by 55Invest
8 de Outubro, 2025
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Apenas 0,5% das 2.000 maiores empresas de capital aberto do mundo se comprometeram a alinhar investimentos de capital com metas de descarbonização, segundo o relatório “State of the Corporate Transition 2025” divulgado pelo TPI Global Climate Transition Centre da London School of Economics.

Menos de 1% das empresas abertas têm planos concretos de descarbonização
Menos de 1% das empresas abertas têm planos concretos de descarbonização. Foto Pixabay

O estudo, que dobrou sua cobertura em relação ao ano anterior, analisou empresas que representam cerca de 75% da capitalização de mercado global de ações listadas, ou aproximadamente US$ 87 trilhões, sendo assim a análise mais abrangente já realizada sobre transição energética corporativa.

Dentre as conclusões, destaca-se o fato de que, enquanto 78% das empresas estabeleceram metas climáticas de longo prazo, menos de 10% pontuam em qualquer indicador individual que testa a implementação real desses compromissos.

Mais do que isso, entre as 2.000 companhias avaliadas, nenhuma cumpriu todos os indicadores que medem os planos de metas climáticas.

A análise foi feita levando em conta sobretudo dois aspectos:

  • Qualidade de Gestão: é a avaliação do gerenciamento climático dentro das empresas. Ou seja: o quanto elas integram mudanças climáticas em governança, planejamento, políticas e execução.
  • Desempenho de Carbono: avalia se as trajetórias de emissões das empresas estão alinhadas ou não com as metas do Acordo de Paris.

“É importante focar no que as empresas estão fazendo, não apenas no que estão dizendo. Futuramente, os investidores exigirão avaliações mais profundas de como as empresas estão implementando seus planos de transição, juntamente com evidências da eficácia desses planos”, alertou David Russell, presidente da Transition Pathway Initiative Ltd, no prefácio do relatório.

A avaliação da Qualidade de Gestão das companhias mostra que:

  • 0,5% se comprometeram a alinhar despesas de capital futuras com objetivos de descarbonização;
  • 2% planejam eliminar investimentos em ativos ou produtos intensivos em carbono;
  • 9% divulgam dependência de offsets e tecnologias de remoção de carbono para atingir metas;
  • 10% gerenciam inconsistências entre suas posições climáticas e de suas associações comerciais.

“Quase todas as 2.000 empresas avaliadas mostram lacunas claras no planejamento e implementação da transição”, conclui o documento.

A pontuação média de Qualidade de Gestão é 3.0 em escala de 0 a 5, o que significa que a maioria das companhias está apenas “integrando mudanças climáticas nas decisões operacionais”, longe de avaliações estratégicas completas.

A análise de Desempenho de Carbono revela outra dimensão do problema: embora 30% das empresas estejam alinhadas com a trajetória de 1,5°C para 2050 (uma triplicação desde 2020), apenas 34% se alinham com metas do Acordo de Paris no médio (2035) ou curto prazo (2027-28).

“Isso fornece evidências de que, embora as metas de net zero de longo prazo tenham se tornado comuns, as empresas continuam adiando reduções substanciais de emissões para o futuro, com poucas estabelecendo metas intermediárias ambiciosas”, aponta o relatório.

Entre 2020 e 2050, as empresas avaliadas estão coletivamente programadas para exceder seu orçamento de intensidade de emissões de 1,5°C em 61% e de 2°C em 13%.

O estudo do TPI Global Climate Transition Centre também traz uma análise inédita do desempenho histórico das companhias entre 2020 e 2023, e a conclusão lança dúvidas adicionais sobre a credibilidade das metas de redução da emissão de carbono.

De acordo com esse retrospecto, os setores com melhor desempenho nas metas de emissão, são:

  • Automóveis e eletricidade, que reduziram intensidade de emissões quase cinco vezes mais que aço e cimento;
  • Navegação marítima foi o único setor abaixo do orçamento de 1,5°C, impulsionado por Maersk e Hapag-Lloyd.

Por outro lado, os destaques negativos do período foram:

  • Petróleo e gás, que registrou o progresso mais lento, com apenas três empresas (Cenovus, APA Corporation e TotalEnergies) alinhadas com o Acordo de Paris;
  • Alumínio, que excede o orçamento de 1,5°C em 176%;
  • Mineração de carvão, que excede em 97%.

Apesar do cenário pessimista, é possível identificar avanços em relação à pesquisa anterior, tais como:

  • 49% das empresas agora divulgam emissões materiais de Escopo 3, que são mais difíceis de medir e rastrear (vs. 36% em 2023);
  • 64% realizam planejamento de cenários climáticos (vs. 52% em 2023);
  • 81% têm metas quantitativas de emissões.

No entanto, muitas lacunas ainda comprometem um maior desenvolvimento:

  • 27% das empresas apoiam políticas de mitigação climática;
  • 29% divulgam preço interno de carbono;
  • 45% incorporam clima na remuneração executiva;
  • 22% permanecem nos níveis 0-2, falhando em reconhecer adequadamente mudanças climáticas ou divulgar emissões.

Daqui em diante, o TPI Centre deseja aprimorar o relatório, ampliando o número de empresas observadas e adaptando avaliações corporativas a contextos regionais e políticos específicos, por exemplo.

Mais do que isso, o documento destaca que, para que haja mudanças efetivas no desempenho climático das companhias, os dados precisam ser levados a sério por investidores e pelo mercado como um todo.

“Para que os planos de transição impulsionem mudanças reais, os mercados devem recompensar empresas que integram considerações climáticas de descarbonização em suas estratégias, e refletir os riscos enfrentados por aquelas que não o fazem.”

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