A Amazon (AMZO34) deve iniciar nesta terça-feira (28) um novo processo de demissão em massa que pode afetar até 30 mil funcionários em diferentes departamentos da companhia.
As demissões devem atingir setores estratégicos, como logística, sistemas de pagamento e a divisão de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS). Fontes afirmam que a maior parte dos cortes deve ocorrer entre cargos corporativos, que somam cerca de 350 mil profissionais.
A empresa conta atualmente com aproximadamente 1,5 milhão de funcionários em todo o mundo, a maioria alocada em centros de distribuição e operações logísticas. O objetivo da reestruturação seria cortar custos após a expansão acelerada da força de trabalho durante o pico de consumo online nos anos de pandemia.
Reedição de cortes anteriores
O movimento repete o cenário vivido no final de 2022, quando cerca de 27 mil colaboradores foram desligados em uma série de layoffs. Naquela ocasião, o CEO Andy Jassy explicou que a decisão foi tomada após uma revisão interna sobre as prioridades da empresa em um cenário de desaceleração econômica.
Em carta enviada aos funcionários, Jassy destacou que a Amazon enfrentava decisões difíceis e se comprometeu a oferecer suporte aos impactados, incluindo compensações financeiras, manutenção temporária do seguro de saúde e assistência externa para recolocação no mercado de trabalho.
Contexto do novo corte
A atual onda de demissões é mais ampla e pode representar o maior desligamento coletivo da história da companhia. A medida ocorre em meio a um ambiente de reavaliação de custos por grandes empresas de tecnologia, que agora enfrentam margens mais apertadas e um cenário macroeconômico mais desafiador, com juros elevados e desaceleração no consumo.
Embora a Amazon tenha voltado a registrar crescimento consistente em suas principais linhas de negócio, executivos da empresa têm sinalizado a necessidade de ajustes estruturais para manter a competitividade e garantir eficiência operacional.






