Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (23), o Inter registrou 3.862 reclamações procedentes entre julho e setembro.
O volume, quando ajustado pela base de clientes da instituição, resultou em um índice de 96,37 reclamações por milhão de clientes, o mais alto entre os conglomerados monitorados pelo BC.
O ranking considera apenas as reclamações classificadas como procedentes na extrapolação estatística feita pela autarquia, com base em denúncias registradas no sistema de atendimento ao consumidor do Banco Central, o Fale Conosco.
C6 Bank e Bradesco completam o pódio
Na segunda posição ficou o C6 Bank, com 1.726 queixas procedentes e um índice de 53,03, também elevado em relação à média do mercado.
O terceiro colocado foi o Bradesco (BBDC4), que somou o maior número absoluto de reclamações procedentes: 5.718 registros, com índice de 51,74 por milhão de clientes.
Outros nomes conhecidos do setor financeiro aparecem na sequência da lista, o que evidencia que o problema de insatisfação do consumidor afeta tanto os novos players digitais quanto os grandes bancos tradicionais.
Os índices de reclamações são calculados levando em consideração o número de clientes do conglomerado, o que permite comparar proporcionalmente instituições de portes diferentes.
Bancos públicos e digitais também aparecem no ranking
Na parte intermediária do ranking, aparecem bancos públicos como a Caixa Econômica Federal (índice de 25,87) e o Banco do Brasil (BBAS3) (25,85), em posições praticamente empatadas.
Já entre as fintechs de pagamento, a 99Pay registrou índice de 18,21, seguida pelo Nubank (ROXO34) com 12,67. A CloudWalk, empresa que atua com soluções de pagamentos para lojistas, apareceu com índice de 9,55.
O BC destaca que a divulgação do ranking trimestral tem como objetivo aumentar a transparência no relacionamento entre instituições financeiras e clientes, além de estimular melhorias nos serviços oferecidos.






