O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (16) em queda de 0,28%, aos 142.200 pontos, após um pregão volátil e sem estímulos relevantes. O índice alcançou uma máxima de 143.190 pontos, mas perdeu força ao longo do dia, acompanhando a queda das ações de commodities. O volume financeiro totalizou R$ 20,9 bilhões. Na semana, o Ibovespa ainda acumula alta de 1,08%, enquanto no mês apresenta recuo de 2,76%. No ano, a variação é de 18,22%.
Ibovespa hoje: Petrobras e Vale pesam; WEG e Copel se destacam entre as altas
A sessão foi marcada pela pressão das ações relacionadas a commodities, com o petróleo no menor nível desde maio. Petrobras ON caiu 0,79% e PN, 1,11%, enquanto Vale ON recuou 0,92%. O movimento negativo também afetou o setor de mineração e siderurgia, com CSN ON apresentando uma baixa de 2,58%.
Entre os bancos, o desempenho foi misto: Bradesco ON avançou 0,74% e PN, 1,15%, mas Itaú PN caiu 0,24% e BTG Pactual teve uma queda de 3,50%.
Na ponta positiva do índice, WEG subiu 2,70%, seguida por Copel (+2,15%) e Auren (+1,99%). Entre as maiores quedas do dia, destacam-se Magazine Luiza (-7,97%), Braskem (-6,67%) e Cosan (-4,52%).
Mercado atento ao tarifaço e à temporada de resultados
Investidores acompanharam com expectativa a reunião em Washington entre o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, sobre o tarifaço imposto desde 9 de julho. Havia expectativa de algum avanço em relação às taxações, mas até o fechamento do mercado não houve pronunciamento oficial de nenhuma das partes.
De acordo com Felipe Moura, gestor de portfólio e sócio da Finacap Investimentos, o pregão refletiu a ausência de catalisadores. “Sem novidades tanto no front político como no corporativo, faltou gatilho para o Ibovespa hoje, com certa cautela no índice antes que a temporada de resultados de empresas brasileiras comece na semana que vem, com os números do terceiro trimestre”, afirmou.






