A forte alta é atribuída, principalmente, ao aumento expressivo no despacho térmico no período. De acordo com os analistas, o despacho médio total subiu para 33%, ante 14% no trimestre anterior. No complexo Parnaíba, esse número chegou a 74%.
No segmento de comercialização de gás, o banco ainda espera margens positivas, embora mais modestas do que as registradas no trimestre anterior.
Os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que o Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou 75 GW médios no terceiro trimestre, número 2% menor tanto na comparação anual quanto na trimestral.
As temperaturas máximas mais baixas nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, combinadas com chuvas intensas nas regiões Norte e Nordeste, reduziram a demanda por energia, especialmente em ambientes urbanos, onde o uso de ventiladores e ar-condicionado costuma elevar o consumo.
Na geração, a Echoenergia segue como um dos destaques, mesmo impactada pelos cortes de mais de 30% na geração ao longo do trimestre. Já no segmento de transmissão, a venda do negócio não deve afetar os números do 3T25, pois a transação só será contabilizada no quarto trimestre.
O banco projeta um crescimento de 6% no Ebitda recorrente da Equatorial em relação ao ano anterior, mesmo com uma base forte de comparação, dado o bom desempenho registrado no 3T24.
No segmento de geração, transmissão e comercialização (G&T), os custos devem aumentar, puxados pelo impacto do GSF. A projeção é de Ebitda em R$ 1,5 bilhão, recuo de 4,7% na base anual.
O lucro líquido, por sua vez, deve desabar 75%, devido ao aumento das despesas financeiras líquidas e à menor contribuição do resultado de equivalência patrimonial, especialmente da participação em Belo Monte.






