A Palantir (P2LT34) divulgou uma receita recorde de US$ 1,18 bilhão no terceiro trimestre de 2025, com um crescimento de 63% em relação ao ano anterior.
O resultado superou as expectativas do mercado, que previa cerca de US$ 1,09 bilhão, e as receitas devem continuar a crescer, atingindo US$ 1,33 bilhão no quarto trimestre, segundo projeções da empresa.
Esse foi o 21º trimestre consecutivo de aumento na receita da companhia, que considera esse momento uma “zona de altitude extrema”. O lucro por ação também foi de US$ 0,21, superando a previsão de US$ 0,17 dos analistas.
No entanto, o resultado não animou os investidores, que começaram a vender ações da companhia. Na Nasdaq, os papéis caíram mais de 6%, perdendo a faixa de US$ 200 que mantinham há algumas semanas.
No Brasil, os BDRs da empresa também apresentaram desvalorização, com os ativos negociados abaixo de R$ 350. O valor de mercado da companhia atualmente é de US$ 461 bilhões, segundo informações da bolsa norte-americana.
Esse movimento de baixa está ligado à incerteza dos investidores sobre a capacidade da Palantir de manter resultados positivos nos próximos trimestres. Existe preocupação sobre a continuidade dos resultados favoráveis que vêm se arrastando há quase dois anos.
“Acreditamos que o risco/recompensa é desfavorável, pois a avaliação atual é suscetível a qualquer queda no ciclo de hype da IA”, afirmou o analista da Jefferies, Brent Thill. O investidor conhecido, Michael Burry, que esteve envolvido na crise imobiliária de 2008, também fez comentários negativos sobre os números da empresa.
Desde o início do ano, as ações da Palantir avançaram 156%, e em um ano essa porcentagem é maior, com um aumento superior a 360%, indicando uma valorização média de 1% ao dia nos últimos 12 meses.
A Palantir é uma empresa de tecnologia que oferece serviços de inteligência artificial, com financiamento parcial da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA). Um dos principais clientes da companhia é o governo dos Estados Unidos, que aumentou sua parceria em mais de 50%, com repasses alcançando US$ 486 milhões no 3T25.






