As debêntures da Intervias mantêm o dinheiro emprestado à concessionária de rodovias no interior paulista até o dia 15 de maio de 2038, com juros semestrais em maio e novembro. Somente a partir de maio de 2028, a empresa amortizará semestralmente o principal aplicado.
Vale a pena investir em debêntures agora?
Investir em debêntures definitivamente não é para todo mundo, uma vez que são muitos pontos a serem considerados antes de qualquer decisão: baixa liquidez (dinheiro travado até o vencimento), risco de calote elevado e ausência de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Mesmo assim, os analistas Frederico Khouri e Luís Gonçalves seguem otimistas em relação aos títulos de crédito privado da Intervias, sob o código de negociação IVIAA0, que foram reperfilados em maio de 2024 para alcançar R$ 2,5 bilhões em recursos.
A Intervias, que pertence ao Grupo Arteris, opera 380 quilômetros de rodovias no interior de São Paulo, atendendo uma região com 1,7 milhão de habitantes e interligando rotas para o Aeroporto de Viracopos e o Porto de Santos. A economia regional abrange commodities agrícolas, complexos industriais e setores de serviços e turismo, destacam os especialistas em relatório.
Com um reequilíbrio em janeiro de 2024, a Intervias teve seu prazo de concessão estendido em 11 anos adicionais até dezembro de 2039, prevendo um aumento no tráfego de veículos nas estradas do Brasil em 2025, conforme indicam os resultados recentes da EcoRodovias (ECOR3).
Nos últimos meses, a Intervias aplicou um reajuste tarifário de 5,32% em suas praças de pedágio. Esse percentual reflete o IPCA acumulado entre maio de 2024 e 2025. Atualmente, o caixa da concessionária possui um saldo de R$ 223 milhões, e o pagamento de um saldo devedor de R$ 2,25 bilhões começará a ocorrer somente a partir de 2030.






