Se até mesmo o governo Lula não deve mais taxar as debêntures incentivadas, não é de admirar que esse tipo de renda fixa isenta de imposto de renda some volume recorde de R$ 97,3 bilhões nos primeiros oito meses de 2025, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (24) pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Esse crescimento representa um aumento de 10,4% nas ofertas de debêntures incentivadas em comparação ao mesmo período de 2024. Em agosto, as empresas captaram R$ 8,5 bilhões, o maior volume registrado para este mês na série histórica.

Os volumes recordes demonstram a importância das debêntures incentivadas no financiamento de longo prazo das empresas. O mercado secundário, cada vez mais líquido, torna esse instrumento mais atraente, pois os papéis podem ser vendidos rapidamente, sem que o investidor precise manter os títulos até o vencimento, de acordo com Cristiano Cury, coordenador da Comissão de Renda Fixa da Anbima.

Emprestar dinheiro às empresas

Ao somar as debêntures tanto com quanto sem o incentivo tributário, o volume chega a R$ 273,5 bilhões em 2025, registrando uma diminuição de 3,7% em relação ao mesmo intervalo no ano passado.

Neste cenário, os investidores estão emprestando dinheiro diretamente às empresas, principalmente para projetos de infraestrutura (36,9%) e para o pagamento de dívidas (26,7%).

No mercado secundário de renda fixa, as negociações de debêntures em geral totalizaram R$ 560,2 bilhões, com um aumento de 18,1% nesse comparativo.

By davy